terça-feira, 17 de maio de 2022

Escola Básica de Fragoso vence terceiro prémio do Concurso "Campeonato de Ciência e Escrita Criativa"


Campeonato da Ciência e Escrita Criativa 2021/2022 

A Biblioteca Escolar lançou o desafio e as turmas do 5.ºA, 5.ºB e 6.ºA meteram “mãos à obra” e, neste caso, literalmente. Tendo por base a coleção “Clube dos Cientistas”, de Maria Francisca Macedo, recomendada pelo Plano nacional de Leitura, apresentaram-se a concurso com textos inéditos, no “Campeonato da Ciência e Escrita Criativa 2021/2022”.
Numa iniciativa da Pinguim Educação, com o apoio da RBE (Rede de bibliotecas Escolares), os alunos embarcaram numa aventura de leitura, escrita, ciência e muita imaginação.
Motivados pela leitura sugestiva de duas obras da coleção, “Os contrabandistas de Cristais” e “Perigo na Floresta”, as turmas escreveram uma nova cena de um momento do livro em que as personagens se veem em apuros e propuseram outras soluções. Este processo teve por base a investigação científica, a criatividade, o pensamento crítico e a transdisciplinaridade, e concretizou-se num texto, por turma, com cerca de 800 palavras e a elaboração de um protocolo experimental com base científica para as soluções que levam as personagens a saírem vitoriosas.
No dia 5 de maio de 2022 foi dado a conhecer o resultado dos trabalhos que se destacaram em ambas as áreas: história original e protocolo experimental. “Missão Não Impossível”, do 5.ºA, foi premiado com um honroso 3.º lugar!
Em nota da Penguin Educação, pode ler-se: Pela segunda vez, a resposta a este desafio superou as nossas expetativas. É visível a motivação, criatividade e todo o trabalho envolvido. O empenho dos alunos e professores em apresentar trabalhos de qualidade foi notável e deixa-nos profundamente orgulhosos.
Consequentemente, o elevado número de excelentes participações não facilitou o trabalho do júri, mas encheu-nos de satisfação e deu-nos a certeza de que a iniciativa terá continuidade.

Parabéns a todos os alunos envolvidos e aos docentes: Clara Neiva, BE; Isabel Forte e Armandina Saleiro, 5.ºA e5.ºB; Cristina Viana e Ana Lima, 6.ºA e, em especial, aos vencedores!

A prof. Isabel Forte 

 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

23 de abril: Dia mundial do Livro

 Assinalando o Dia Mundial do Livro (23 de abril), a turma do 5.º B experienciou a forma poética de sentir o Livro. Aqui estão alguns dos poemas inéditos.


Os livros ensinam a ler

Eles têm muito poder

Fazem-nos aprender

Fazem-nos crescer


Quem pouco lê

Pouco vê

Pouco sente

Pouco aprende…


Quem muito lê

Muito vê

Muito sente

Muito aprende!

Soraia Dias

O livro faz-te aprender, partilhar e ajudar.

Corações vão-se abrir para entrar a poesia

Escrever com o coração

Dá-te um grande Dia!

 Jéssica Viana


Um livro é incrível

Tem sonhos maravilhosos!

Gosto de ler para aprender

                    Eduardo Sá


Um livro tem histórias

E ensina a viver

Tem muitas vitórias para vencer!

                         Rosana Quintas

 

Um livro é acolhedor

Um livro é criador

De contos e fadas

E de terror!...

Um livro é criativo

Um livro é sabedoria

É um livro imaginação

É um livro  alegria.

Um livro pode ser paraíso

Ou um sonho

E é tudo o que preciso

Se eu gosto de livros

Tu também podes gostar

É só fechar os olhos

E nele vais entrar.

          Lia Maciel


Um livro é incrível

E muito divertido!

Quando o abro

Subo de nível!

     Afonso Ramos


Quando leio um livrinho fico atento

E, nesse momento, não estou sozinho.

Quando leio um livrinho, eu aprendo muito

Cresço por dentro…mais um bocadinho!

                                      Fábio júnior


Um livro

Há muitos tipos de livros: BD, poesia e prosa

Sem livros não temos sabedoria nem o perfume da rosa…

                                                Marco Sá


Os livros têm muito para contar

As crianças com eles podem sonhar

Os livros aventuram-se comigo

Terra, ar, montanhas, sol, praia e mar

Em todo o lugar para amar!

                                    Lara Queirós.

 

Um livro conta tudo:

Histórias de princesas, fadas e dragões

Cada um lê ao seu gosto

E sente as suas emoções

 

Há livros de poesia

Com rimas e fantasia

Poemas de amor

Criatividade e muita cor!

                    Lídia Gomes


segunda-feira, 11 de abril de 2022

Semana da leitura: a opinião dos alunos

 

A SEMANA DA LEITURA

Os alunos do Agrupamento de Escolas de Fragoso fizeram várias atividades entre os dias 7 e 11 de março, no âmbito da Semana da Leitura.
Uma das atividades foi “10 minutos a ler”, que pretende criar nos alunos hábitos de leitura diária.
A outra atividade foi a Feira do Livro que aconteceu na Biblioteca escolar. Na compra de um livro ofereciam umas lindas flores amarelas cor do sol ou lilases, os chamados amores-perfeitos.
A atividade mais desafiadora foi os “Aforismos da Leitura”, em que os alunos tinham que criar belas frases sobre o poder da leitura, que foram colocadas no site do PNL e expostas na escola.
A atividade mais divertida de todas foi “#estoualer”. Alguns alunos tiraram umas fotografias muito criativas, enquanto liam um livro: uns a ler no chão, outros escondidos dentro do armário, outros a dançar e muitos acompanhados dos seus animais. Quem será o vencedor? Certamente será alguém que se esforçou bastante, mas todos deverão ter orgulho de si próprios por ter participado nesta atividade.
A Semana da Leitura é importante, porque realizam-se várias atividades sobre algo importante que é LER.
A leitura faz parte da nossa vida, precisamos dela para viver e nunca a vamos esquecer.

Daniela Pombo, 6.ºA

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Encontro com a escritora Manuela Mota Ribeiro

No dia 7 de março fomos à biblioteca da Escola de Fragoso ouvir uma história.
A escritora Manuela Mota Ribeiro contou-nos a história “Kiko o dentinho de leite”.
Era uma vez um menino que se chamava Tomás que não gostava de lavar os dentes.
O Kiko era um dente que ficou com cáries e por isso o Tomás começou a ter dor de dentes.
Foi ao dentista e ele disse-lhe: - Estás com cáries porque não lavas bem os dentes.
O dentista limpou os dentes ao Tomás e o Kiko ficou muito feliz porque ficou a brilhar…
O Tomás prometeu que ia escovar sempre os dentes para não ter mais cáries e não lhe doer.
Gostamos muito desta história e de ser a escritora Manuela Mota Ribeiro a contar. Ela é muito simpática conta muito bem histórias.
Nós no 3º período vamos começar a lavar os dentes no jardim de infância porque já temos os nossos Kits que as enfermeiras nos deram. 

Jardim de Infância de Aldreu

segunda-feira, 4 de abril de 2022


Outro final para «O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá»


«O ARREPENDIMENTO»

No dia seguinte ao casamento da Andorinha Sinhá com o Rouxinol, foi o dia mais longo da vida do Gato Malhado. Ele tentou, ao máximo, preencher a sua cabeça. Andou por todo o parque na tentativa de esquecer o que ele presenciou no casamento. Já estava a ficar de noite e ele ainda não havia voltado para o seu canto. Estava sentado num baloiço a ver o pôr do sol depois de ter chorado horrores. Não entedia o motivo pelo qual nada na sua vida dava certo, não conseguia amar ninguém. Por impulso, fazia mal aos que amava e fazia todos se afastarem dele e, quando finalmente encontrou alguém, não podiam ficar juntos.
O Gato estava quase a ir embora quando, de repente, a sua amiga Coruja pousou ao seu lado. Logo a mesma tomou a palavra:
- Como estás, meu amigo?
O gato de olhos feios respondeu:
- Estou destroçado, sinto que, quanto mais tento, menos consigo, é como se tivesse algo a prender-me. Mas a Andorinha conseguiu mudar isso. Agora, é tarde de mais, não há nada a fazer...
Como boa amiga que é a Coruja, deu os seus melhores conselhos.
- Eu sei que estás a passar por um momento difícil e que vai ser complicado atenuar essa dor, mas tens de virar a página. Demora o tempo que precisares, como se costuma dizer: «dá tempo ao tempo» e não te esqueças, nada acontece por acaso.
Depois destes conselhos, o Gato ainda estava um pouco confuso, e perguntou:
- O que achas que eu devia fazer?
A Coruja olhou para ele e disse:
- Eu não te irei dizer isso, tens de descobrir por ti mesmo o que é melhor para ti.
Logo, a mais velha voou longe, desaparecendo da vista do Gato. Ele ficou a pensar no que a Coruja lhe tinha dito e várias perguntas surgiram na sua cabeça: Será que me devo afastar? E se eu me libertar e acontecer tudo de novo? Será que sou suficiente para alguém?
Logo ele afastou os seus pensamentos, já estava a ficar tarde de mais.
Ao acordar, no dia seguinte, teve uma ideia que seria boa para ele e para os poucos que ama. O Gato escolheu uma decisão que irá ser dura, mas, às vezes, as escolhas mais fáceis nem sempre são as melhores. Então, como gato maduro que é, decidiu que irá mudar de parque, respirar novos ares e conhecer novas pessoas. Pode não ser a melhor escolha, mas é o que o Malhado acha correto.
Hoje, oito meses depois, o Gato Malhado é quase irreconhecível, tem uma nova pretendente, chama-se Nina, é uma gata linda, tem um pelo com o tamanho ideal, nem muito curto nem muito comprido de cor branca; olhos verdes e um corpo nem magro nem gordo. Aos olhos do Gato, ela foi esculpida por gatos gregos. O Gato conheceu a Nina durante o fim do inverno e começo da primavera. Ele não conseguiu dar mais um passo, ainda não conseguiu ter o mesmo sentimento que tinha com ela. Falando nela, a Coruja, um dia destes, apareceu no parque onde o Gato está a contar-lhe algumas novidades. A mais velha falou que não tinha acontecido muita coisa, mas que a Andorinha estava muito diferente, tinha descoberto que o Rouxinol a traiu e que se separou do mesmo.
O Gato mostrou que aquilo não havia mexido com ele. Mas vocês que leram a história toda sabem que isso não é verdade. Quando a velha Coruja lhe disse isso, o Gato respondeu: - Ela escolheu o que escolheu, não irei correr atrás dela, sei que ela foi obrigada, mas, eu quero seguir a minha vida e não continuar preso ao passado.
Depois disso, continuaram com o diálogo, falando de coisas aleatórias apenas para passar o tempo e depois a Coruja foi embora.
Dois dias depois, o Gato Malhado recebeu uma carta, mas não esperava que fosse da Andorinha:
Olá, soube que te mudaste há algum tempo daqui. Espero que estejas bem e que tenhas encontrado alguém que te fez sorrir como eu te fiz, que te fez igual ao que eu te fiz. Mas espero, que ela não te deixe como eu deixei. Há pouco tempo, soube também que fui traída pelo meu próprio marido, a quem jurei amar para sempre, mas esse alguém não eras tu. Estou muito arrependida de ter aceitado algo que eu sabia que não me faria feliz. Ai! Se arrependimento matasse, já estaria morta desde o primeiro dia em que não estava ao teu lado, por uma escolha mal feita de minha parte. Não esperarei por ti, porque sei que não voltarás. Porém, espero que em outra vida, eu seja tua...

Da tua amiga, Andorinha Sinhá.
Marta, Ana, Eduardo 8ºA



OUTRO DESENLACE PARA O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ

Com o passar dos dias, o Gato continuou triste e os habitantes estranhavam os seus comportamentos.
Andava muito abatido, tratava mal os outros habitantes e não tirava a Andorinha da cabeça.
A sua amiga Coruja deu-lhe a ideia de viajar para tentar esquecer a ave, e pensar mais em si e na sua vida. Ao longo dos dias, ele foi pensando sobre o assunto, e decidiu que iria para um lugar longínquo, onde ninguém o procurasse. Então, ao fim do dia, lá foi ele. Pelo caminho, em direção ao seu destino, foi surpreendido por uma bela Gata Malhada que o encantou. Lá foi ele o caminho todo até à sua casa a pensar nas suas duas belas amadas. Pensou em convidar a Cecília (a Gata) para um encontro num restaurante. O seu único problema era encontrá-la de novo. Então, arranjou um emprego num supermercado para ver se a encontrava. Dias depois, conseguiu encontrá-la e convidou-a para essa noite. A Gata aceitou, mas de forma um pouco estranha, pois tinham acabado de se conhecer.
Nessa noite, eles aproximaram-se, riram juntos, brincaram e foi o suficiente para se tornarem amigos próximos. Acabaram por se encontrar todos os dias e, com o passar do tempo, ficaram cada vez mais íntimos, e tornaram-se namorado.
Finalmente, o Gato conseguiu ser feliz e acabou por formar uma bela família.


Laura, Inês, Ivo e Tiago Ribeiro 8ºB

FINAL DIFERENTE PARA A OBRA "O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ"


Muito triste, abatido e transtornado, o Gato Malhado seguiu o caminho da encruzilhada, que o levava até à masmorra da cobra Cascavel.
Chegado lá, o Gato entrou sorrateiro, sem ninguém o ver. Surpreendido ao não ver ninguém, o mesmo abanca-se lá.
Passado uma semana, em que o Gato apenas comia, dormia e ficava pensativo, eis que a Cascavel regressa aos seus aposentos e fica furiosa ao ver o Gato. Então, perguntou:
- Quem és tu e o que fazes aqui?
- E…e… eu sou o Gato Malhado e-e-e não tenho onde ficar – Disse o Gato cheio de medo.
A cascavel ficou pensativa, mas aceitou que o Gato ficasse com ela na masmorra por algum tempo.
Entretanto, no parque, a Andorinha Sinhá tinha-se casado à força com o Rouxinol. Ela andava infeliz, pois ela percebeu que, realmente, estava apaixonada pelo Gato. O real problema era que ninguém sabia do paradeiro do Gato.
A cascavel havia voltado ao parque após uma semana, e a mesma contou a todos que o Gato se tinha ficado na sua masmorra. A informação chegou à Andorinha que se tinha zangado com o Rouxinol.
Ao saber do paradeiro do Gato, a Andorinha, deu às asas e foi a voar até à masmorra da Cascavel. Ao chegar lá, quem lhe abriu a porta foi o Gato que lhe disse espantado:
- Sinhá!
- Gato Malhado como senti a tua falta – disse ela entusiasmada.
O Gato e a Andorinha conversaram horas e confessaram o amor que sentiam mutuamente um pelo outro. Então, decidiram mudar-se juntos para bem longe do parque.

Ana Luísa e Micael 8ºC


OUTRO DESENLACE PARA A HISTÓRIA

Depois que a Andorinha Sinhá se casou, o Gato Malhado ficou extremamente triste ao ponto de passar pela sua cabeça sair do parque.
Ele achou uma boa ideia sair do parque e, depois de muito pensar, fez as malas e foi embora. Decidiu ir para o parque que ficava a norte daquele onde residia. Ao chegar à sua nova moradia, que era o caixote do lixo, viu que não era muito agradável, mas para casa provisória servia.
Recomeçou a sua vida e estava muito feliz, esquecendo todos os seus problemas. Formou novos amigos no parque, mas ainda sentia algo pela Andorinha Sinhá.
Depois de alguns meses, Malhado decidiu voltar ao seu antigo parque, pois sentia saudades da Coruja. Naquela altura, ela era a única amiga naquele parque. Quando chegou lá, todos os animais ficaram surpreendidos por vê-lo de volta, principalmente a Andorinha, que teria acabado o seu casamento com o rouxinol há dois meses. Quando a Coruja o informou sobre isso, ele teve uma ideia: ir ter com a Sinhá e pedi-la em casamento. Entusiasmado, lá foi ele ter com ela, fez-lhe o pedido e ela aceitou.
Assim, viveram felizes para sempre .

David e Rúben Ferreira 8ºB



OUTRO DESENLACE PARA A HISTÓRIA LIDA

Depois do casamento ao final da tarde, o Gato Malhado encontrava-se muito triste e desanimado chegando ao ponto de não reagir e já não saber o que fazer a sua vida.
Quando se sentiu melhor, foi passear para aliviar os seus pensamentos. Pelo caminho, sem se aperceber, entrou num labirinto onde já não sabia o caminho para a saída. Avistou ao longe uma ave a voar. O Gato tentou chamar a ave para o ajudar a sair do labirinto
A ave ouviu e desceu rapidamente até ao Gato e perguntou o que queria.
-Podes me ajudar a sair do labirinto?
-Sim posso – respondeu a ave.
Depois de a ave o ajudar a sair do labirinto, o Gato perguntou-lhe qual era o nome dela e ela respondeu que era uma ave de rapina e que, habitualmente, era chamada assim pelos outros. O Gato sentiu o seu coracão a bater mais forte e sentiu uma ligação intensa.
Parecia que estava alegre ja não pensava mais na sua amada, Sinhá.
O Gato Malhado e a ave de rapina começaram-se a encontrar-se mais frequentemente e a sentir afeto um pelo outro
No final do outono, casaram-se e tiveram uma vida feliz. O Gato deixou o seu sentimento pela Andorinha no passado.

Afonso Queirós e António 8ºA


OUTRO DESENLACE

O Gato Malhado afastou-se do parque triste…
Passaram-se alguns meses.
Entretanto, a vida da Andorinha Sinhá não corria bem, pois o Rouxinol andava a controlá-la e o facto de a Andorinha estar com alguém que não gostava também a deixava mais triste.
A Andorinha escreveu uma carta ao Gato Malhado e entregou-a ao Pombo Correio, que demorou dias e dias a entregá-la. Este encontrou o Gato à beira de um lago muito triste. Na carta, dizia que a Andorinha estava triste e cansada do Rouxinol e que queria voltar a encontrá-lo. Assim, o Gato Malhado foi ter com o Rouxinol, que ficou surpreso ao vê-lo, pois não o via há muito tempo. O Gato disse que queria ter uma conversa séria com ele, começando por dizer que só ele gostava verdadeiramente da Andorinha e que só ele conhecia todos os sítios onde andara com ela. O Rouxinol riu-se do Gato Malhado. Então, para se vingar, o Gato foi à procura da cobra cascavel. À distância, o Gato disse em voz alta que andavam a falar mal dela. A cobra, curiosa, perguntou o que se passava e o Gato Malhado disse que o Rouxinol andava a dizer que ela tinha medo dele. Furiosa, Cascavel foi ter com o Rouxinol e houve uma luta na qual a ave conseguiu fugir, mas ficou sem uma asa. A Andorinha, vendo que o Rouxinol estava impossibilitado de voar, fugiu e foi ter com o Gato Malhado, tornaram a namorar e viveram felizes.
Luís e Tomás 8ºA

CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA DE "A ANDORINHA SINHÁ E O GATO MALHADO"


O dia de casamento da Andorinha com o Rouxinol foi um dos piores dias da vida do Gato. Este ficou deprimido, durante muito tempo, e os seus dias passaram a ser cinzentos.
Numa certa noite, a Coruja encontrou o Gato triste com as orelhas e o focinho quase a tocar na água do lago e estava pronto para acabar com a sua vida A Cobra Cascavel estava a aproximar-se do Gato para o atacar, já que estava com fome e ele era um alvo fácil. Ela estava a sibilar e a preparar-se para se vingar dele, quando, de repente, apareceu a sua velha amiga coruja que o salvou. Mas o gato disse:
-Porque me salvaste já que eu estou desesperado?
- Cala-te com isso! Tu por acaso sabes como está o casamento da Andorinha com o Rouxinol? - perguntou a Coruja.
- Não, nem quero saber. Isso faz parte do passado. Agora, quero viver o presente, quero uma nova paixão.

Tiago Dias, Tiago Pires e Duarte 8ºA

UM FINAL DIFERENTE


Noite e dia sem fim, a Coruja andava sempre à procura do Gato, preocupada, até que um dia:
- O que fazes aqui, meu amigo? - diz preocupada
- Estou a pensar na minha vida. - diz com uma voz falhada por causa do choro, ainda a pensar em todos os momentos que passou com a sua amada, Andorinha Sinhá.
- Volta para o Parque. Todos estão preocupados contigo, até mesmo a Andorinha. – pede a Coruja.
- É melhor não! Ainda tenho muitas lembranças de lá - diz o Gato, triste.
- Não fiques assim! Olha para tudo o que passaste… Vais deixar-te humilhar por um simples amor passageiro? - Pede a Coruja.
- JÁ DISSE QUE NÃO VOU VOLTAR! PARA MIM, ISTO NÃO É UM SIMPLES AMOR PASSAGEIRO.- grita o Gato. – VAI- TE EMBORA. - diz já irritado.
- Meu amigo, eu vou, mas pensa em tudo o que eu te disse! - diz e vira-se de costas para ir embora. - Mas tu, aquele gato forte e duro, que não se abala com nada, vais deixar-te rebaixar por isto. – afirma a Coruja e sai

QUEBRA DE TEMPO (4 DIAS )

O Gato ainda pensara sobre tudo o que a sua velha amiga lhe tinha dito. Até que tomou uma decisão (pensamento).
- A Coruja tem razão, vou voltar – pensa para ele.
O que o Gato não sabia era que a Coruja nunca o tinha deixado lá sozinho. Ela sempre o observava de longe, no topo de um pinheiro que existia por perto.

QUEBRA DE TEMPO (3 horas )

O gato estava de volta. No entanto, o parque estava diferente, parecia deprimido e quase sem cor, as flores já não abriam, os pássaros já não cantavam, os gatos já não miavam. Estava tudo em silêncio profundo, até que:
- AEEEEEEEEEEE. Olha só quem é! - gritam todos os animais do parque contentes por terem o gato Malhado de volta.
- Desculpem por tudo, eu sei que fiz muitas maldades, mas estou arrependido.
- Nós sabemos, mas não vamos olhar para o passado e sim para o futuro e relembrar os momentos felizes. - diz o pato todo poético.

E assim termina a minha história de um final feliz

 Ana Carolina 8ºC


FINAL CRIADO PELO GRUPO


Depois do casamento da Andorinha Sinhá e do Rouxinol, o Gato deixou de ser um rumor no parque. Passou a viver numas caixas velhas que se localizavam num beco escuro, onde só existia a presença dele mesmo e de alguns ratos, uns que faziam de companhia e outros de alimento. A última vez que ele foi visto foi quando visitou a casa da Andorinha para verificar se ainda habitava alguém no local, mas nada.
Sinhá seguia a sua vida muito bem. O seu novo marido tinha-se tornado milionário e proporcionava uma vida muito boa e luxuosa à companheira. Mas nada superava o grande vazio que a Andorinha sentia por causa da saudade do Gato que a preenchia.
O parque já não tinha a mesma excitação, pois as pessoas saiam de casa só para ver o horrendo caso da Andorinha e do Gato e, agora, que tudo terminou, as pessoas fecham-se em casa. Foi um Inverno frio e difícil.
Quanto à coruja, ela tentou falar com o seu amigo, mas esta chamou por ele centenas de vezes e o mesmo não respondeu. Porém, a ave deixava todos os dias algum tipo de comida para o Gato e este aceitava sem nunca dizer nada nem ver a sua única amiga, pois estava cansado de comer os ratos que viviam na sua “casa”.
A Primavera chegou, mas não tão bonita como da última vez. Sinhá voltava nesse mesmo dia que as flores renasciam, pois estava com saudades de tudo: dos animais, dos amigos, de casa e sobretudo do seu amigo gato. Mal chegou, pousou as coisas no seu quarto e foi a correr para o centro do parque para visitar os animais, mas ninguém apareceu. Estava tudo em casa. A Andorinha percebeu que alguma coisa estava errada, porque onde ela estava havia sempre alegria e pessoas que a rodeavam. Mas desta vez, foi diferente... Ninguém estava lá. Ela pensou que estaria tudo surpreso ao vê-la, mas esta lembrou-se que não tinha avisado com antecedência, o que levaria a ninguém esperar pela sua chegada. Mesmo assim, ela sentia um aperto no coração e algo lhe dizia que não estava tudo bem. Então, levantou-se e foi até a casa do Gatarrão, a antiga casa, mas ela não sabia.
Depois de uma tarde inteira a chamar e à espera do Gato, ela desistiu e voltou para casa para junto do seu marido. Mas à porta, encontrou o que menos esperava: o seu marido a conversar apaixonadamente com uma outra andorinha, o que a deixou devastada. Expulsou o Rouxinol de casa e foi dormir, pois mal sabia ela o que a esperava no dia a seguir...
Abalada com o acontecimento do dia anterior, a Andorinha levantou-se, comeu umas sementes de abóbora e saiu para o parque e viu o Gato deitado num caixão junto ao papagaio e com os outros animais. No mesmo momento, Sinhá esfregou os olhos para ver se estava a sonhar, mas era mais real do que o amor que o Gato havia sentido por ela e que foi a causa de ele estar ali.

Marina, Matilde Moreira e Cristiano 8ºC


terça-feira, 29 de março de 2022

SEMANA DA LEITURA

Neste mês de março, decorreu a Semana da Leitura no nosso agrupamento. 
A biblioteca escolar, em articulação com os docentes e em parceria com a RBEB, realizou diversas atividades, que os alunos abraçaram com bastante entusiasmo e dedicação. 
Assim, os docentes dos diferentes ciclos encabeçaram as referidas atividades, através da elaboração de aforismos, participação nos encontros com escritoras, visita à feira do livro e participação em concursos promovidos pelo PNL.
Esta iniciativa, teve como objetivo principal levar a compreender os motivos que fazem com que a leitura seja algo muito importante na nossa vida, ampliando os nossos conhecimentos e abrindo horizontes para novas experiências e novos mundos, desenvolvendo a imaginação e a criativdade. 


Registo de alguns desses momenentos: 







Dar voz às palavras

 

Porém a Coruja, sendo adivinha, percebera o que trouxera o Malhado até ali. Foi franca (…):

- Amigo velho, não há que fazer. Como pudeste imaginar que a Andorinha viesse te aceitar como marido? (…)

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

 Sexta, 18 de agosto de 2005

Querido diário,

Pelo parque, os rumores andam terríveis, julgam o pobre Gato Malhado injustamente. Anda por aí a circular um caso entre ele e a bela Andorinha Sinhá, que partiu hoje e despedaçou o coração ao Gato. Ele, desde a chegada da Primavera, andara feliz e de coração aberto, fizera amizade com a Andorinha Sinhá que para ele se tornou amor.
Ainda há alguns minutos o Gato veio à minha árvore falar-me sobre o pedido de casamento que fez à Andorinha e perguntou-me o que tinha feito de mal para ela não aceitar.
Eu estive a explicar-lhe que a lei contra o casamento entre gatos e andorinhas já está no sangue delas e que era impossível ele poder casar-se com ela e, mesmo com os rumores que andam a circular pelo parque, os pais de Sinhá não iam gostar muito dessa ideia.
Quando ele saiu, ia cabisbaixo e pesaroso. Será que feri os seus sentimentos? Será que toquei num ponto muito profundo e sensível do seu coração? Espero que não, pois ele é um bom gato, por vezes, manhoso e matreiro, mas com um bom coração.
Termino por hoje e logo veremos o que acontecerá. Está quase a nascer o sol e o sono já aperta. Espero que o Gato Malhado se levante feliz e corajoso para mais um dia.

Até amanhã, Diário.

Matilde Maciel  8ºC



- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

   

10 de fevereiro de 2022


Querido Diário,


Eu declarei-me à Andorinha Sinhá.
Ela não disse nada, ficou em silêncio como uma noite profunda de inverno. Eu voltei para o meu covil, triste e descansado, porque já desabafei com ela o que sentia por ela. Mas ela disse que gato não namorava com pássaro, o gato namorava com gata e andorinha com andorinha. Também disse que os pais dela não iam concordar com isso. Os pais da Sinhá queriam que ela casasse com o Rouxinol.
Meu querido diário, o que eu devo fazer? Falar outra vez com ela? Ignorá-la até ela vir falar comigo? Ou nunca mais sair do meu covil? A minha vida é uma confusão! Só falta mais este problema, eu só sei arranjar problemas e poucas soluções, só tu é que me ouves, meu diário. És o meu único amigo que tenho no parque, já que ninguém fala para mim. Dantes, a Andorinha ainda falava.
Agora, com isto, ela nunca mais me vai dirigir a palavra. Se falar, é para dizer bom dia e boa noite. (mais que isto não acredito).
Obrigado por me dares ouvidos, meu diário. Agora, vou dormir triste e à espera do dia nascer. Só espero não ter mais problemas para te contar. Prometo que agora vou ter histórias alegres.

Até amanhã, meu querido diário.

Daniel Vieira 8.ºB

 

- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

 

Fragoso, 10 de fevereiro de 2022

Querido diário,

Estou a escrever-te, porque estou com medo e arrependido. Hoje, disse à andorinha que se não fosse um gato, casava com ela. Ela não respondeu, e acho que ficou assustada com a minha fala. E se ela contar aos pais, que não gostam nada de mim? E se não tiver gostado do que disse e agora ficar afastada de mim para sempre?
Acho que, amanhã, falarei com ela e direi que aquilo que disse era mentira e que, na verdade, só a considero uma grande amiga. Estarei a mentir, mas como irei poder casar com ela se todo o parque murmura quando nos vê juntos e todos os animais acham que um relacionamento entre gato e andorinha é pecado?
Não sei se ela me considera só um amigo ou mais do que isso. Mas, pela sua reação, quando falei do pedido de casamento, acho que para ela sou só um gato feio. Gosto muito dela, é o primeiro animal do parque com quem eu realmente me sinto bem. Todos sempre me afastaram e nunca pude conversar com alguém, mas Sinhá foi diferente e não teve medo de mim.
Mas não te preocupes, sou só um gato apaixonado com medo deste sentimento, não tens de me ajudar.

Até breve, diário.

Ana Carolina 8.ºB

 

- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado


10 de fevereiro de 2022

Querido diário.

Hoje, foi um dia horrível, querido diário.
Eu estava sentado em baixo de uma árvore, no jardim, com a Andorinha Sinhá quando lhe confessei todos os meus sentimentos. Como eu gosto dela há bastante tempo, decidi fazer uma brincadeira para ver se ela respondia algo que me ajudasse a perceber se ela também gosta de mim. O que eu lhe disse foi: “se eu não fosse gato, te pediria para casares comigo...”. Ela ficou calada e não e não disse nada. Confesso que fiquei bastante triste e até baixei as orelhas, enquanto olhava para o chão a pensar no que dizer para quebrar o clima de silêncio.
Estou muito confuso, não sei se ela ficou com vergonha ou se realmente não sente nada por mim. Como eu não sabia como agir, inventei uma desculpa e vim embora. Ela parecia estar pensativa, mas não quis falar mais nada sobre isso.
Estou a pensar em amanhã ir falar com ela, embora tenha muita vergonha de ser rejeitado ou falar sobre o assunto. Amanhã venho aqui contar como a conversa correu.

Adeus, diário. 
Simone Pereira 8ºB 


 

- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado



Quinta-feira, 10 de fevereiro
Querido diário,

Visto que te tenho contado tudo, vou falar mais um pouco.
Hoje, o Gato fez-me uma pergunta bastante difícil, ele perguntou-me se casaria com ele. Eu cheguei para a sua beira e ele pôde sentir o meu pequeno coraçãozinho. Fiquei com muito medo e voei sem lhe dar uma resposta.
Eu não sei muito bem o que lhe responder. Ele é um gato e eu uma jovem andorinha. Por um lado, amo-o muito. Mas, por outro, além de que ele me pode almoçar, sou muito jovem, ainda tenho muito tempo de vida para desfrutar, não gostaria de ficar presa a alguém com esta idade.
Nestes dias, tenho falado com a Formiga Ana e acho que ninguém do parque aprova o nosso relacionamento, nem mesmo os meus pais. Dizem que o meu par perfeito é o Papagaio. Mas, para mim, ele é um irmão. Estou muito confusa.
Obrigada diário, ainda bem que posso contar contigo para desabafar nos meus piores e mais confusos dias. Até à próxima!

Maria 8ºA


 

- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

10/2/2022

Querido diário,

Hoje, o Gato Malhado estava estranho e fez uma pergunta peculiar.
Mas deixa-me pôr-te a par do assunto. Hoje, tive aulas de canto com o Rouxinol, mas não dei conta do tempo passar e a aula durou um pouco mais.
Quando fui ter com o Gato, ele estava triste. Não sei por que razão, mas foi nesse momento que ele me fez a tal pergunta: Se eu fosse da tua espécie, casavas comigo? Eu, sem saber o que responder, voei. Agora, não sei o que fazer. Eu amo o Gato. Mas onde já se viu uma andorinha casar com um gato?
Já sou o assunto mais falado no parque e os meus pais querem casar-me com o Rouxinol. Não sei o que faça: se sigo os meus sentimentos ou se caso para alegrar os meus pais, mas iria ferir os sentimentos do Gato e talvez nunca mais falar com ele.
Não sei o que fazer nem a quem possa pedir ajuda … Mas, pelo menos, tenho-te a ti para desabafar.


Tiago Cinaré 8.ºA



- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

24/06/2022

Querido Romeu,

Hoje, fui pedida em casamento, mas não era um pedido normal, era de um gato. Sei que toda a gente fala sobre mim e ele, mas ninguém acha que um gato e uma andorinha se podem casar.
Eu acho que o Gato e eu nos damos bem, mas apenas como amigos. Ele chama-se Gato Malhado. Eu não sei o que posso fazer, é que se os meus pais descobrem, eles põem-me de castigo para sempre. Eles estão sempre a dizer que o Rouxinol é perfeito para mim, mas eu acho que é só um amigo e eu considero-o como um irmão. Acho que ainda sou muito nova para casar, apesar de eu conseguir voar e o Gato não, ele só fica no chão. Gostava de descobrir o mundo com um pássaro.
Amanhã, vou falar com a Coruja. Conto-te isto tudo, porque sei que és um diário de confiança e que não vais contar a ninguém. Mas amanhã conto-te mais sobre isto.

Tiago Lima 8ºA

 


- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

10 de fevereiro de 2022

Olá, querido diário,

Hoje, eu vim falar sobre o meu dia. Apesar de ser um pouco estranho, eu gostei dele.

Bem … Tudo isso começou quando eu estava no parque à espera dos meus pais (eles estavam a demorar muito, já estava a ficar ansiosa). Como eles estavam a demorar, eu decidi ir sozinha. No caminho, eu avistei alguma coisa (era pardo). Pousei lá para ver o que era. Era o Gato Malhado! Ele parecia estar um pouco triste, fui lá falar com ele. Tentei consolá-lo, até que foi fácil. (Nós estávamos a rir, eu chamava-o de feio...) Até foi divertido estar com ele. Após a conversa, ele olhou-me nos olhos e disse “se eu não fosse um gato te pediria em casamento”. Eu fiquei uns 10 minutos paralisada, até que os meus pais chegaram. Eu tenho de agradecer-lhes, pois se eles não chegassem, eu não sei o que faria. Depois, o gato ficou a olhar para mim enquanto voava (parecia que estava apaixonado).

Estou sem palavras... Até breve, diário.

Vera, 8º A


 

- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…

            A Andorinha ficou calada, num silêncio de noite profunda.

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

Querido diário,

Hoje, estou aqui sentado à sombra da árvore, para desabafar comigo próprio. Hoje, declarei-me à Andorinha Sinhá, porque a amo e tenho muitos sentimentos para ela. Ela é tudo, é linda! Mas hoje não gostei do que aconteceu comigo. Então, com muita vergonha, eu disse-lhe assim: “Se eu não fosse um gato te pediria em casamento”. Fiquei triste. Depois, não correu como esperava. Ela ficou calada como o silêncio da noite. Mas, enfim, já estou desmotivado, ponto. Não sei em que sentido foi a sua reação: ou ficou contente ou ficou calada com vergonha ou não disse nada para não me magoar, ou seja, não gosta de mim. Com esta resposta, leva-me a acreditar que os outros animais tinham razão em dizer que só casam animais da mesma espécie, não um gato com uma andorinha, mas sim gato com gata e andorinha com andorinha. Fiquei triste e desmotivado, mas vou superar e levantar a cabeça.

Tiago Ribeiro 8.º B

 


Porém a Coruja, sendo adivinha, percebera o que trouxera o Malhado até ali. Foi franca (…):

- Amigo velho, não há que fazer. Como pudeste imaginar que a Andorinha viesse te aceitar como marido? (…)

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

Árvore do Parque,18 de outubro de 1984

   Querida folha de diário,


Acho que fui bruta ao dizer aquelas palavras ao Gato. Mas acho que assim ele entendeu que não tem probabilidades com a Andorinha Sinhá, porque a sociedade já tem a ideia fixa de que ave casa com ave e gato casa com gato. Eles poderiam tentar mudar essas ideias, mas iriam ser rejeitados para todo o sempre. Por mim, eles casavam, pois o que me interessa é a felicidade e não com quem se casa ou deixa de se casar. Os pais da Andorinha Sinhá iriam negar até à morte este casamento entre eles e já estavam decididos a casá-la com o Rouxinol.
Os outros animais só iriam falar deste casamento nos primeiros dias, depois, iriam esquecer este assunto. Também sei que o Gato vai ficar triste nos primeiros meses, mas depois ele vai esquecer e voltar a ser aquele gato maldoso que todos acham que ele é.
            Todos os habitantes do Parque não gostam desta aproximação do Gato e da Andorinha e dizem que o Gato só quer aproximar -se da Andorinha por interesse.
            Eu não acho isso e sei que o gato está apaixonado pela Sinhá. Também sei que o Gato tem bom coração e não é o que todos pensam que ele é. Mas os animais não entendem isso, pois não o conhecem, mas ainda assim, falam mal dele.

            Obrigada, folha de diário, por me ouvires.

Ana Carolina 8.º C

 

 

Porém a Coruja, sendo adivinha, percebera o que trouxera o Malhado até ali. Foi franca (…):

- Amigo velho, não há que fazer. Como pudeste imaginar que a Andorinha viesse te aceitar como marido? (…)

In O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

 

18 de fevereiro de 2022

Querido e amável diário,


Hoje, o Gato Malhado veio ter comigo, para falar da Andorinha Sinhá!
O coitado está mesmo apaixonado por ela… começo a ter pena dele. Cada vez mais penso que ele até é um bom gato, que só ainda não viu a parte boa da vida. Eu fico todos os dias, todas as noites, no meu galho a olhar para o parque e devo dizer que os dois apaixonados ficam bem juntos! Acho que, lá no fundo, até quero que essa história de “Andorinhas e gatos nunca poderem casar“ acabe.
Porém, o Gato Malhado é de meia-idade e ninguém simpatiza muito com ele…
É complicado, diário, porque eu é que sou aquela que dá conselhos e tenho de dizer as verdades, não a minha opinião. Eles não podem ficar juntos, e eu realmente tenho pena. Mas ia dar para o torto se arriscassem.
Até, me sinto mal com isto tudo… A pobrezinha vai ter de casar com o Rouxinol! Isto faz algum sentido? Ele era como um irmão para ela.
Se eu me sinto assim, nem quero imaginar o Gato Malhado e a Sinhá!
Vá, vou descansar, é disso que preciso.
 

Beatriz Seoane, 8.ºC



Dar voz às palavras

 Ao longo deste mês, os alunos do 8.º ano trabalharam a obra "O gato malhado e a andorinha sinhá".
As atividades realizadas com os alunos das 3 turmas consistiram na construção da biografia de Jorge Amado, textos de opinião, página de Diário a partir de um excerto da obra, onde se colocaram na pele de uma  personagem e criaram um final diferente para a obra.




Textos de opinião sobre a obra "O gato malhado e a andorinha sinhá"
Durante o segundo período, foi lido um livro chamado “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, do autor Jorge Amado.
Acho que a história do livro é bonita, apesar de o final não ser o que eu esperava, pois pensava que o Gato acabava por casar com a Andorinha Sinhá, depois de tantos problemas. Penso que as ilustrações são apelativas e engraçadas, já que chamam a atenção do leitor. O vocabulário não é difícil de compreender, exceto algumas palavras originais do português do Brasil.
Por fim, as lições apresentadas no livro são interessantes para o leitor, e também julgo que esta obra é importante para ser articulada com os alunos do 2º e 3º ciclos, em qualquer área disciplinar.
Afonso Gomes Costa, Nº1 8ºA

Depois de ter lido o livro, achei-o interessante pelas suas belas ilustrações de Carybé e pela história de um simples gato velho não conseguir casar com a Andorinha.
Por outro lado, acho que esta história nos transmite as dificuldades da vida que, por vezes, devemos enfrentar, pois não se pode desistir tão facilmente.
Por fim, foi através de animais e entidades, como o Vento, a Manhã e o Tempo, que se encontrou a melhor maneira possível para transmitir mensagens de como lidar melhor com o quotidiano.

 Afonso Queirós 8ºA


Acho que este livro tem lições de vida atuais e importantes. Mesmo parecendo um livro infantil, não o é! Tem um vocabulário rico, educativo e específico por ter sido escrito numa variante do português, pois o seu escritor é brasileiro.
Por fim, gostei de obra no geral, devido ao seu enredo e pelo final ser inesperado, no qual o Gato não fica com a Andorinha. O final é triste, mas interessante. Ensina-nos que nem sempre a vida corre como desejamos, mas devemos saber ultrapassar os obstáculos.

Tiago Cinaré 8ºA

Considero que é um livro bom, escrito em Português do Brasil, tem vocabulário adequado e ilustrações muito boas. Ao ler esta obra, aprendi vocabulário brasileiro que não sabia o significado, e bons conselhos.
Por fim, considero que é uma obra atrativa, que gostei muito de ler e que recomendo para quem gosta de fábulas e de ser surpreendido.

António 8ºA

Acho que a história foi muito interessante, pois, como está escrita em português do Brasil, aprendi palavras diferentes que também designam realidades que nós não temos, como por exemplo goiabeira e grama.
Por fim, acho que aprendi que a amizade é um sentimento forte e que é possível construir uma relação entre pessoas muito diferentes.

Luís 8ºA

Acho esta história interessante, dado que apresenta muitos assuntos que acontecem também na vida real. Deparamo-nos com a diferença do português do Brasil, cujas palavras não têm a mesma pronúncia e até, às vezes, têm outro sentido. Observámos que nem sempre tudo acontece como nós queremos, dado que o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá não acabam juntos. Podemos ver que esta obra é diferente, que há obstáculos na vida e que nem tudo acaba como desejamos.
Por outro lado, acho esta história um pouco triste, visto que as duas personagens principais passam por muita coisa e, no fim, não ficam juntos, como seria de esperar.
Finalmente, queria dizer que apreciação global é boa, pois achei a obra única!

Marta Ribeiro A

Nem sempre as histórias têm um final feliz e o conto de Jorge Amado retrata isso.
A história começa com a Manhã que ouve uma história do Vento e conta ao Tempo. A história é sobre um Gato Malhado que é desprezado pelo resto do parque, só por ser introvertido e não querer socializar muito.
Acho que essa parte retrata a atualidade e isso é o que torna a fábula de Jorge Amado interessante. Retrata temas da atualidade, como a igualdade de género, a discriminação, entre outros. Particularmente, quando vi o livro, achava que era um livro infantil. Mas, quando o li, descobri que de infantil não tem nada.
Por fim, concluo que apreciei a história do Gato Malhado.

Rui Abreu 8ºA

Na minha opinião, a história é interessante, até acabar a sequência narrativa do Verão, pois durante a Primavera e o Verão, o Gato Malhado e Andorinha Sinhá eram muito amigos e apaixonados um pelo outro. Mas, quando começa o Outono, a amizade deles começou a depender muito das opiniões dos outros.
Por fim, acho que o livro tem muitos aspetos iguais à realidade, já que existem livros, cujo final é sempre feliz, mas o desenlace desta história é semelhante ao que acontece na maior parte das vezes na vida das pessoas: nem sempre se fica junto. Mas é importante que cada um saiba encontrar o seu caminho e viver a sua vida.

Sara 8ºA

A meu ver, esta obra está muito organizada mas, para quem lê pela primeira vez uma obra assim, pode ser confuso, pois está dividida em capítulos e parêntesis. Julgo que por estar escrita em português do Brasil, nos permite aprender novas palavras e vocabulário e que, ainda assim, a história consegue transmitir mensagens e lições de moral importantes.
Na minha opinião, tem ilustrações bonitas e chamativas que tornam a leitura mais interessante. Por outro lado, fiquei desiludida com o final, já que a história acaba de repente.
Em suma, recomendo a leitura da obra a todos os que gostam de ler e principalmente aos que gostam de fábulas, uma vez que a história é muito bonita e interessante.

Ana Carolina 8ºB

A obra está bem estruturada e com uma boa lição. Mas, no entanto, acho que devia ter um final mais específico, ou seja, não devia ter deixado aquela dúvida no ar de como tinha ficado o Gato.
Por fim, recomendo a leitura da mesma a todas as pessoas, porque acho que vão gostar e podem tirar uma boa lição, como por exemplo, por mais forte que o amor seja não quer dizer que se fique juntos para sempre.

Mariana 8ºB

A meu ver, esta obra foi interessante, porque aprendemos novo vocabulário. Também foi surpreendente, pois à medida que líamos os capítulos, ficávamos a tentar entender as atitudes das personagens, ficávamos a tentar perceber todas as decisões que principalmente o Gato Malhado e Andorinha Sinhá tomavam em relação um ao outro.
Por fim, entendemos que a obra para além de ser interessante, também tinha algumas lições de vida, como não julgar sem saber o que realmente acontece.
Inês Sousa 8ºB

Na minha opinião, gostei da obra, pois achei importante a mensagem que a obra transmite e gostei das ilustrações de Carybé. Só achei a obra um pouco confusa.
Por fim, eu recomendo o livro, mas não a crianças, porque é uma obra de difícil compreensão.

Simone Pereira  8ºB

Na minha opinião, gostei da obra, porque tinha um amor proibido. Além disso, a história é muito bem contada e detalhada, as personagens são diferentes e isso ensina que, mesmo sendo diferente, de outras cores ou géneros, o amor ainda existe e não se escolhe com quem ou como amar. Mas, no final, eu pensava que eles iriam ficar juntos, como sempre me disseram, e fiquei surpreendida.
Esta história foi criativa e adorei as ilustrações.
Beatriz Lopes 8ºC

Na minha opinião, a obra cria muita expectativa em relação à Andorinha Sinhá e ao Gato Malhado ficarem juntos. Mas, infelizmente, isso não acontece. Também achei alguns capítulos desnecessários, como os parênteses. A obra em si tem muitos detalhes e é romântica e mostra o que acontece na realidade: nem sempre há finais felizes.
Por fim, achei a obra interessante, mas não gostei do final. Recomendo-a, porque transmite moralidades e mostra que, nem sempre o que queremos, acontece.

Daniela Tomás 8ºC

obra está muito bem estruturada, é muito divertida e muito interessante, porque se trata de uma fábula engraçada e escrita no idioma do Português do Brasil. Mas julgo que as ilustrações são muito exageradas.
Por fim, eu gostei da obra, pois ela ensinou-me muitas lições de moral e ensinou-me que o amor, por vezes, pode ser cruel. Também havia os Parênteses (uma parte essencial na história, já que é uma explicação de cada capítulo).

Cristiano Dias   8ºC


Em turma, lemos a obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá , uma fábula escrita pelo autor brasileiro, Jorge Amado.
A obra apresentava um gato rabugento e uma andorinha adolescente que se apaixonaram.
A meu ver, retratou um pouco situações semelhantes ao que acontece na vida real: um homem mais velho apaixona-se por uma adolescente, cujo sentimento era mútuo, sendo que essa relação é mal vista pela sociedade, afastaram-nos a qualquer custo.
Embora ache interessante o desenrolar da história, todos os pormenores, como o espanhol da Vaca Mocha, o retrato dos sentimentos do Gato, entre outros, achei o final, especialmente, muito mórbido. Talvez seja pelo facto de os dois, o Gato e a Andorinha, acabarem infelizes, pelo Gato querer caminhar até ao fim do mundo…
Achei que não foi como a expressão “o amor vence”, já que desta vez a imagem e as idades em disputa venceram.
Em suma, gostei muito do livro, não apreciando tanto o fim.

Beatriz Seoane 8ºC


No ano letivo de 2021/2022, os alunos do 8ºC leram, juntamente com a professora Sandra Fonseca, da disciplina de Português, a obra “o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, durante o 2º período.
A meu ver, este livro é pouco desenvolvido no aspeto da história e tem muitos detalhes, ou seja, pormenorizado, e esses detalhes foram um pouco irrelevantes, como por exemplo, os Parênteses que continham informação a mais que, muitas vezes, não estavam relacionados com o Gato ou com a Andorinha.
Na minha opinião, os detalhes do Vento, da Manhã e da Madrugada foram interessantes e bastante criativos e encaixaram muito bem na história. Porém, estes ocuparam muito “espaço” na obra.
Julgo que o título do livro deixa muitas expectativas, porque envolve o nome do Gato e da Sinhá, ou seja, dá a ideia de que vão ficar juntos e, no final, acabam por não ficar.
Finalmente, acabo por dizer que a obra tem aspetos positivos e negativos. Mas como fiquei desiludida, recomendo a história.


Marina Maciel Oliveira 8ºC

segunda-feira, 28 de março de 2022